O que um cliente conclui de uma data de há sete meses
Novembro. Um potencial cliente chega ao seu site por uma pesquisa, lê a página de serviços, gosta do que encontra e faz o que um cliente cuidadoso faz antes de pegar no telefone: procura sinais de vida. Abre o blog. O artigo mais recente é de abril.
Ninguém lhe explica porquê. Não há uma nota a dizer que o escritório esteve cheio, que o trabalho de maio a outubro foi o melhor do ano. Há uma data, e o cliente tira dela a conclusão que pode.
A data mais recente fala pelo site inteiro
O artigo de abril pode até ser o melhor texto do site, e continuar certo. O cliente quase não repara nele. Repara no que veio depois: nada. E a data mais recente passa a falar pelo site inteiro.
E o blog não é o único sítio onde um site se data. O ano no rodapé, a última notícia, o evento anunciado para um dia que já passou, a página que diz «brevemente» desde a primavera. Cada uma lê-se da mesma maneira: como o último momento em que alguém olhou para aquilo.
O que se conclui, por ordem de gravidade
A conclusão mais benigna é que está ocupado. É também a que o cliente tem menos razões para escolher, porque nada no site a sugere.
As outras vêm sem esforço. Que o negócio abrandou. Que mudou de rumo e o site ficou para trás. Que a pessoa cujo nome está na página já não está lá. E, para um cliente técnico, a mais cara de todas: que quem escrevia com aquela competência até abril deixou de acompanhar a matéria desde então.
Nenhuma destas é justa. Todas cabem no que o site mostra, e o cliente não tem a quem perguntar qual é a certa. Escolhe sozinho, e a escolha faz-se sem si.
Sete meses contra quê
Não há um número de meses a partir do qual um site passa a estar parado. O que conta é o intervalo medido contra o ritmo que o próprio site mostrou.
Sete meses de silêncio num blog que publicou todas as semanas até abril pesam mais do que os mesmos sete meses num blog que sempre publicou duas vezes por ano. O primeiro criou uma expectativa e quebrou-a; o segundo vai pouco além do intervalo que sempre teve. O cliente não conhece as suas intenções, mas vê o padrão, e é pelo padrão que mede o silêncio.
É por isso que um arranque forte seguido de paragem se lê pior do que um ritmo modesto que se mantém. A paragem nota-se por contraste.
Porque é que o site para quando o trabalho aperta
A quem vende conhecimento técnico, o assunto não falta. Falta tempo para o pôr por escrito, e falta precisamente quando o trabalho corre bem: os projetos acumulam, as horas que iam para escrever passam a ser faturadas, e o artigo do mês fica para o mês seguinte.
O resultado é uma inversão difícil de aceitar. Quando o site para por esta razão, os meses de silêncio são os de mais trabalho, e o cliente, que não vê o trabalho, lê o silêncio como falta dele. A data fala pelo escritório nos meses em que o escritório não tem tempo para falar.
A saída que piora
Perante uma data antiga, o impulso é publicar qualquer coisa, depressa, para a mudar. É compreensível. É também o que torna o problema pior.
No artigo sobre o que um cliente técnico deteta em três linhas, defendemos que publicar mal custa mais do que não publicar. O site parado é onde essa posição é posta à prova, porque é onde a tentação de publicar mal é maior. Uma data antiga deixa uma dúvida: estará ali alguém? Um texto apressado responde-lhe da pior maneira: está, e não domina a matéria. A dúvida desfaz-se com atividade. A resposta fica.
O que não resolve
- Esconder as datas. Tira o sintoma da vista e deixa o resto: o ano no rodapé, a notícia mais recente, o evento que já passou. E um texto técnico sem data obriga o leitor a adivinhar se ainda vale, o que, em matéria que muda, é outra forma de desconfiança.
- Anunciar o regresso. O artigo que abre com «Estamos de volta» promete um ritmo. Se o ritmo não vier, a paragem seguinte lê-se em dobro, porque agora há uma promessa por cumprir.
- Recuperar o atraso de uma vez. Cinco artigos numa semana e nada nos meses seguintes desenham no site o mesmo padrão de antes, com um pico no meio.
- Apagar o blog inteiro. Leva a data, e leva com ela a prova pública mais direta de que quem está por trás do site sabe explicar o que faz.
O que a data mede, de facto
Uma data recente prova uma coisa só: que alguém passou por ali há pouco tempo. O que o cliente procura nela é um ritmo que sobreviva às semanas cheias. É isso que um site com cadência mostra, e é isso que um site parado nega.
Daí a pergunta útil: «o que faz o meu site continuar a publicar nos meses em que eu não posso?» A outra, «quando publico a seguir?», tem a resposta de sempre: quando houver tempo. E enquanto o site depender das suas horas livres, a data vai continuar a marcar os seus meses de mais trabalho.
Como fazemos
Descrevemos o método porque é por ele que respondemos.
A matéria-prima é a conversa consigo, nas palavras com que já explica aos seus clientes. A produção é feita por agentes de inteligência artificial operados pela doing digital, e é por ser feita por máquinas que o método existe. A cadência é a do acompanhamento que contratar: do seu lado fica a conversa, e a escrita passa para nós.
O que os agentes produzem é lido a seguir por quem não o produziu, com ordem para o derrubar e não para o aprovar. Explicámos porquê no artigo sobre quem produz e quem verifica.
Antes de sair, há um portão: o ponto em que uma pessoa lê o que foi produzido e revisto e decide se sai ou volta para trás. No primeiro mês de cada cliente passa por ali tudo; depois, por amostragem, e a amostra volta a crescer quando a taxa de defeito sobe.
No fim, há um nome: uma pessoa responde por tudo o que publicamos em seu nome.
Perguntas frequentes
Os artigos antigos que tenho deixam de valer?
Podem valer muito. Um artigo de há dois anos que continua certo é património. A idade de um texto só pesa quando ele é o mais recente do site, ou quando trata matéria que entretanto mudou.
Com que frequência é preciso publicar para o site não parecer parado?
Não há um número que sirva a todos, e não o damos sem conhecer o seu caso. O que o cliente mede é a regularidade contra o padrão que o site mostra. Um ritmo modesto que se mantém lê-se melhor do que um ambicioso que se interrompe.
Um site com datas recentes e textos fracos está melhor do que um site parado?
Pela posição que defendemos, está pior. A data antiga deixa uma dúvida; o texto fraco resolve-a contra si.
O passo seguinte
Há uma leitura que pode fazer hoje: abrir o seu site como um cliente que nunca ouviu falar de si, procurar a data mais recente que encontrar, em qualquer página, e tirar dela a conclusão que tiraria se não soubesse por que razão ela está ali. É essa a do seu cliente.
O resto é mais difícil de ver de dentro. É isso que a auditoria de presença digital olha: o seu site, a sua visibilidade nos motores de pesquisa e nos sistemas de inteligência artificial, e os seus concorrentes diretos. O que recebe, em 10 dias úteis, é um documento com cada achado e a evidência ao lado, um plano por ordem de prioridade e uma conversa sobre ele. Custa 390 €, IVA incluído. Se contratar um acompanhamento mensal nos 30 dias seguintes à entrega, o valor da auditoria abate até ao valor de um mês desse acompanhamento.
Pede-se por email ou por WhatsApp, pelos contactos que estão na página da auditoria.
Produzido com agentes de inteligência artificial operados pela doing digital, verificado pelo método e assinado por quem responde por ele.
Ricardo Lourenço
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